Pular para o conteúdo

Abel Ferreira desabafa sobre arbitragem e promete silêncio: 'Só me prejudiquei'

Técnico do Palmeiras questionou punições recebidas no futebol brasileiro, cobrou melhores condições aos juízes e garantiu que evitará novas manifestações sobre o tema.

Por Redação Diário Palmeirense (Redação) · · 2 min de leitura
Abel Ferreira desabafa sobre arbitragem e promete silêncio: 'Só me prejudiquei'
Foto: Reprodução / Jogada10

Após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Vasco no Nubank Parque, pela ida da semifinal da Copa do Brasil, Abel Ferreira utilizou a entrevista coletiva para realizar um longo desabafo. Incomodado com as discussões a respeito de decisões dos juízes, o comandante português afirmou que pretende adotar uma nova postura e não falará mais sobre arbitragem no país.

O assunto ganhou força quando Abel foi indagado sobre a reclamação vascaína de um suposto pênalti em toque de braço de Barboza. Em resposta, o técnico rebateu sugerindo que a imprensa também analisasse uma pancada sofrida por Lucas Evangelista no rosto, afirmando que deixaria os lances para quem busca cliques na internet.

Na sequência da conversa, o treinador palmeirense aprofundou a reflexão sobre o desgaste acumulado em seus seis anos em solo brasileiro. “Eu só me prejudiquei ao defender o Palmeiras”, desabafou Abel Ferreira, ressaltando o impacto negativo que as constantes reclamações trouxeram para o seu próprio nome e reputação à beira do campo.

Críticas a punições e defesa da categoria

O comandante também contestou o rigor das sanções aplicadas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, lembrando que a equipe precisou disputar nove partidas do Brasileirão sem a sua presença técnica. Além disso, o treinador citou nomes históricos como Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari, questionando se o meio esportivo busca utilizá-lo como bode expiatório diante de suas 15 expulsões no Alviverde, das quais 14 ocorreram com o time em vantagem.

Apesar da insatisfação com os julgamentos, o técnico reconheceu que seu excesso de competitividade muitas vezes gerou atitudes inadequadas e ressaltou as dificuldades enfrentadas pelos árbitros nacionais. Ele argumentou que profissionais como Anderson Daronco sofrem com calendários exaustivos e defendeu uma escala com maior contingente de juízes para permitir rodízios semelhantes aos dos elencos, além de pedir uma gestão menos política no esporte.

Ao concluir o tema, o treinador reforçou que busca evitar novas suspensões que desfalquem o Verdão nas retas finais das competições. “Vou fazer um esforço muito grande para não falar mais dos árbitros”, garantiu o técnico, determinado a manter o foco exclusivo no rendimento da equipe nos gramados.

Abel FerreiraCopa do BrasilArbitragemNubank ParqueColetiva

Leia também