Agência veta negócios entre Palmeiras e Vasco e bloqueia novos empréstimos da Crefisa
Medida cautelar da Anresf apura suposto conflito de interesses na negociação de Marcos Lamacchia para adquirir a SAF vascaína e suspende transferências entre os clubes.

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol determinou uma proibição cautelar que impede o Palmeiras de realizar transações comerciais com o Vasco, incluindo transferências de atletas. A decisão do órgão regulador da CBF também impede que o clube carioca tome novos empréstimos com a Crefisa enquanto decorre um procedimento de averiguação formal.
O motivo do inquérito é a negociação para a compra de 90% da SAF vascaína pelo empresário Marcos Lamacchia, avaliada em pouco mais de R$ 2 bilhões. O investidor é enteado da presidente palmeirense, Leila Pereira, e filho de José Roberto Lamacchia, fundador da patrocinadora alviverde e conselheiro vitalício do Verdão. Além disso, o próprio fundador da empresa consta como avalista na transação.
Investigação de fair play financeiro
A entidade reguladora apura se os laços societários e familiares podem configurar controle ou influência significativa sobre dois clubes em torneios nacionais. De acordo com as diretrizes da CBF, a interferência relevante ocorre quando há capacidade de direcionar políticas financeiras, indicar gestores ou impor condições determinantes em contratos de crédito.
A relação financeira prévia entre as partes também está sob escrutínio da agência. No fim do ano passado, a Crefisa repassou um empréstimo de R$ 80 milhões à equipe carioca, tendo como garantia 20% das ações da respectiva SAF. O presidente do órgão regulatório, Caio Cordeiro de Resende, já havia ressaltado que a operação seria acompanhada "com rigor".
Outro ponto observado pelos analistas envolve o enquadramento civil da relação entre Marcos Lamacchia e a presidente palmeirense, categorizada como parentesco por afinidade em linha reta. Caso a agência conclua que não há infração às normas esportivas, a aquisição da SAF poderá prosseguir, mas as restrições cautelares continuam vigentes até o encerramento do processo.
Com informações de A Crítica de Campo Grande, UOL.



