Atuação segura de Esteban Ostojich marca classificação do Palmeiras na Libertadores
Com critério firme e sem lances polêmicos, árbitro uruguaio conduziu a tensa semifinal contra o Fluminense mantendo a bola rolando em mais de 62 minutos.
A classificação dramática do Palmeiras para a decisão continental diante do Fluminense, definida nos pênaltis no Nubank Parque, teve um fator determinante fora das quatro linhas: a postura serena da arbitragem. O uruguaio Esteban Ostojich, de 44 anos, conduziu a semifinal de volta com autoridade e manteve o controle do confronto do início ao fim.
O confronto caminhou em ritmo brando até os 37 minutos do segundo tempo, quando os visitantes abriram o placar e inflamaram os ânimos em campo. Mesmo nos momentos em que atletas tentaram paralisar o jogo com quedas frequentes, o juiz manteve um padrão exigente de faltas e não caiu em simulações, estabelecendo critério rigoroso nas disputas físicas.
Poucas paralisações e critério disciplinar
Ao todo, a partida registrou apenas 24 infrações, sendo 11 cometidas pelo Alviverde e 13 pelo adversário. A disciplina foi mantida com somente três cartões amarelos aplicados ao longo dos mais de 98 minutos de embate, punindo Barboza e Arias pelo lado palmeirense, além de Hercules pela equipe carioca.
O trabalho da arbitragem também se refletiu no tempo útil com a bola rolando, que alcançou a expressiva marca de 62 minutos e 14 segundos, superando as exigências mínimas da Fifa. Foram concedidos três minutos de acréscimo no primeiro tempo e cinco no segundo, períodos que contaram com paradas para hidratação e a substituição do zagueiro Milan por contusão.
Com atuação discreta dos assistentes Martin Soppi e Horácio Ferreiro, que assinalaram apenas dois impedimentos contra o ataque do Verdão, o árbitro de vídeo Andrés Cunha não precisou intervir em lances capitais. A condução sem interferências polêmicas garantiu uma das atuações mais regulares do apito nesta edição do torneio.


