De contestado a herói: Carlos Miguel vai à segunda final de Libertadores pelo Palmeiras
Goleiro completou um ano como titular do Verdão, superou falha no mata-mata e brilhou nos pênaltis em duas fases decisivas.
Protagonista absoluto nas quartas de final e na semifinal da Copa Libertadores, Carlos Miguel atingiu a marca de um ano como dono da meta alviverde neste mês de outubro. Plenamente adaptado ao clube, o camisa 1 chega à sua segunda decisão continental consecutiva com status transformado e moral nas alturas.
A trajetória do arqueiro ajudou o Palmeiras a alcançar a final da competição pela oitava vez em sua história, sendo a quarta sob o comando do técnico Abel Ferreira. Em 2025, o camisa 1 já defendia a meta na decisão diante do Flamengo, quando a equipe foi superada por 1 a 0 em Lima, no Peru. Naquele momento, ele somava apenas onze aparições com a camisa palestrina.
Da reserva à vaga incontestável
Contratado em agosto de 2024, o goleiro chegou inicialmente para compor elenco como suplente de Weverton. No entanto, assumiu o posto principal após lesão do antigo titular e deu conta do recado imediatamente, mantendo a vaga até a negociação do ídolo com o Grêmio. Já nesta temporada, levantou o troféu do Paulistão e agora segue na briga por três títulos de peso: Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil.
A caminhada continental de Carlos Miguel neste ano também exigiu resiliência mental. Após falhar nas oitavas de final contra o Cerro Porteño no empate em casa, o camisa 1 bancou que o elenco buscaria a classificação no Paraguai — feito conquistado com vitória por 1 a 0 longe de São Paulo.
A resposta definitiva veio nas disputas eliminatórias seguintes. Contra o adversário das quartas, o arqueiro defendeu duas penalidades para assegurar a vaga após revés no tempo normal. Já na última quarta-feira, consolidou sua idolatria ao pegar a cobrança de Nonato nas semifinais, acumulando números expressivos no ano: são 57 partidas disputadas e apenas 40 gols sofridos.



