Drenagem e tecnologia do gramado do Nubank Parque se destacam sob chuva intensa
Composto de cortiça evitou acúmulo de água no clássico e estrutura artificial apresenta índice de lesões inferior ao registrado em campos naturais.

Além do triunfo por 4 a 1 no Dérbi do último domingo (11 de outubro), o Nubank Parque chamou atenção por outro fator determinante. Mesmo sob uma tempestade torrencial no segundo tempo do clássico pelo Campeonato Brasileiro, o gramado suportou o grande volume de chuva sem apresentar nenhuma poça d’água. A bola continuou rolando com fluidez, permitindo a manutenção da intensidade do time alviverde em campo.
Tecnologia com cortiça e drenagem rápida
A eficiência na absorção da água decorre de intervenções e atualizações estruturais realizadas pela administração da arena palmeirense. O modelo anterior com preenchimento termoplástico, que costumava derreter e empelotar com o calor excessivo, foi substituído por uma base inteiramente orgânica de cortiça. Essa matéria-prima eleva a permeabilidade do terreno e também melhora o conforto térmico para as travas das chuteiras.
Esse modelo de grama sintética de ponta preserva a densidade do campo mesmo diante de cenários climáticos severos. Por não sofrer alterações na textura, o piso assegura um padrão uniforme para o estilo de transição veloz praticado pelo Palmeiras.
Baixo índice de lesões no estádio
Os dados da arena também contrariam a crença de que superfícies artificiais provocam mais problemas médicos nos esportistas. Por ser totalmente nivelado e sem irregularidades ocultas, o terreno previne torções inesperadas nas articulações. O registro no Nubank Parque é de aproximadamente 1,5 lesões a cada 1.000 horas de atividade, contra uma média de 2,1 a 2,5 observada em campos naturais considerados de boa qualidade.
Essa constância reduz os desfalques por problemas articulares em joelhos e tornozelos, auxiliando o técnico Abel Ferreira a manter seus atletas à disposição por mais tempo. Embora desgastes musculares ainda ocorram pelo esforço do esporte de alto rendimento — a exemplo do problema sofrido por Ramón Sosa no fim do clássico —, a estrutura tecnológica do estádio segue demonstrando confiabilidade.
Com informações de Palmeiras Online.



