JP Sampaio revela regra de redes sociais na base do Palmeiras e foca na formação
Coordenador das categorias de base detalhou cobrança sobre postura dos jovens nas derrotas e destacou que revelar atletas é mais importante do que apenas empilhar taças.

Reconhecida nacionalmente pela excelência na revelação de atletas e pelo domínio em torneios de base, a Academia de Futebol mantém diretrizes rígidas fora de campo. O coordenador geral das categorias de base do Palmeiras, JP Sampaio, detalhou bastidores do trabalho formativo do clube e revelou uma norma interna que disciplina a conduta dos jovens nas redes sociais.
Durante participação no podcast 'Um assado para…', o dirigente contou que os garotos só têm autorização para celebrar vitórias nas redes se mantiverem a mesma postura nos momentos de insucesso. A determinação surgiu a partir de uma experiência pessoal com um antigo treinador e virou compromisso obrigatório para quem veste o manto alviverde.
Responsabilidade na vitória e na derrota
Para ilustrar o funcionamento da cartilha, JP relembrou um episódio recente em uma competição na qual o Alviverde terminou na última colocação. Ele reuniu o elenco abatido para um registro fotográfico e cobrou comprometimento com o momento ruim.
“Eu tinha um treinador que quando ganhava colocava ‘Deus seja louvado’, quando perdia esquecia Deus. Foi daí que eu tirei a ideia dessa regra, e todo mundo que chega sabe disso. Se você vai postar a vitória, vai postar a derrota”, disse JP.
Revelação acima dos troféus
Além do comportamento digital, o profissional ressaltou qual deve ser o verdadeiro foco do trabalho nas divisões de base. Embora o Verdão acumule troféus expressivos nos últimos anos, a prioridade máxima segue voltada para o desenvolvimento técnico e humano dos atletas até a equipe profissional.
Ao argumentar sobre o esquecimento comum em relação a campeões do passado, o coordenador enfatizou o impacto duradouro de nomes como Endrick, Estêvão, Danilo e Gabriel Veron, que trilharam caminho de sucesso até o time principal palmeirense e o cenário internacional.
“Do que a gente vai lembrar? Da formação”, finalizou o coordenador, resumindo a mentalidade que transformou o trabalho de base palestrino em referência mundial.


