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Justiça determina que Palmeiras apresente contratos e valores da venda de Allan

Decisão judicial ocorre em meio a disputa travada por credores pela fatia que cabe ao Figueirense na negociação do atleta com o futebol inglês.

Por Redação Diário Palmeirense (Redação) · · 2 min de leitura
Justiça determina que Palmeiras apresente contratos e valores da venda de Allan
Foto: Reprodução/Manchester City

A Justiça determinou que o Palmeiras exiba a íntegra dos documentos e as cifras envolvidas na negociação do atacante Allan com o Manchester City. A medida foi tomada em razão de um imbróglio jurídico que envolve o Figueirense e credores que cobram direitos sobre a parcela que cabe à equipe de Santa Catarina.

Anteriormente, o Alviverde havia comunicado a existência de dois acordos contratuais aos magistrados, mas não juntou as peças ao processo sob a justificativa de proteger o sigilo das tratativas. Um dos termos é datado de janeiro de 2019, celebrado com a Figueirense Ltda., enquanto o mais recente foi pactuado em maio de 2025, envolvendo a SAF do time catarinense e o próprio jogador.

Cobranças e penhora sobre o negócio

A pendência teve início com um aporte financeiro de R$ 3 milhões realizado em 2018 pelo fundo Sport Partners, que obteve receitas do futebol e futuras transações como garantia contratual. Posteriormente, em 2022, esse crédito foi adquirido pela M&F Investimentos, que atualmente cobra R$ 36,6 milhões, montante questionado pela SAF. Em junho, a Justiça paulista decidiu que tanto a associação quanto a empresa herdaram a obrigação dessa dívida.

Assim que o Verdão deu o aval à proposta britânica, a empresa obteve judicialmente a retenção da cota catarinense. O Palmeiras informou às autoridades que receberá 37,4 milhões (cerca de R$ 210 milhões na cotação informada), valor a ser quitado em quatro pagamentos anuais. Do montante líquido, 10% pertencem ao time de Florianópolis, além de uma bonificação adicional fixada em R$ 750 mil.

Para além da gestora de investimentos, o Athletico Paranaense também pleiteia a quantia proveniente da transação. Em abril, o clube de Curitiba recebeu garantias ligadas aos direitos econômicos de Allan para abater um débito de R$ 7,4 milhões dos catarinenses. Como o registro dessa operação ocorreu antes da retenção da M&F, os paranaenses sustentam a prioridade para recolher os valores.

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Com informações de UOL.

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