Mãe de Paulinho desabafa e denuncia ataques e intolerância religiosa contra o atacante
Ana Christina publicou vídeo repudiando mensagens de ódio contra a família, celebração de lesões e preconceito com a fé do jogador do Palmeiras.

A mãe do atacante Paulinho, Ana Christina, veio a público nesta sexta-feira para denunciar uma onda de ofensas virtuais direcionadas ao atleta e aos seus familiares. Em pronunciamento publicado nas redes sociais, ela externou profunda indignação com mensagens agressivas motivadas por divergências políticas, manifestações de preconceito contra a crença da família e postagens celebrando os problemas físicos recentes do atleta.
A manifestação ocorreu logo após o atacante do Verdão iniciar tratamento para um trauma sofrido na panturrilha direita. Ele se machucou após sofrer uma forte dividida de Nonato no confronto diante do Fluminense, disputado na última quarta-feira pela semifinal da Libertadores.
Repúdio ao preconceito e papel de influenciadores
No vídeo divulgado, Ana Christina enfatizou que críticas no futebol e no debate público são normais em um ambiente democrático, mas apontou que o respeito foi totalmente deixado de lado. Segundo ela, muitos comentários ultrapassaram qualquer fronteira aceitável ao atingir aspectos estritamente pessoais.
"Quando a crítica se transforma em intolerância religiosa, racismo, ofensa pessoal, comemoração pelo sofrimento de alguém, precisamos olhar para além daquele comentário", declarou a mãe do atacante palmeirense.
Ela também refletiu sobre a responsabilidade de figuras influentes da sociedade, pontuando que discursos depreciativos vindos de líderes acabam incentivando comportamentos hostis entre seguidores. Sem citar nomes, alertou que transformar opositores em inimigos legitima atitudes discriminatórias no cotidiano.
Ao encerrar o desabafo, Ana Christina se descreveu como mãe e mulher negra de convicções firmes, lamentando ver a crença de seu filho servir de pretexto para agressões. Paulinho é praticante do Candomblé, já se posicionou abertamente na luta contra a intolerância religiosa e costuma celebrar seus gols com reverência a Oxóssi.



