Oposição pede sindicância contra Leila Pereira no Conselho Deliberativo do Palmeiras
Após punição a opositor, membros cobram isonomia e contestam declaração da presidente alviverde sobre 'meia dúzia de imbecis' em reunião interna.

O clima político esquentou nos bastidores da sede social do Palmeiras na noite desta segunda-feira (19). Durante a sessão do Conselho Deliberativo, o conselheiro Luiz Fernando Moncau, representante do grupo de oposição Ocupa Palestra, solicitou a abertura de uma sindicância contra a presidente Leila Pereira.
A representação foi motivada por um pronunciamento recente da mandatária, que se referiu a críticos internos como "meia dúzia de imbecis". A fala da dirigente ocorreu ao rebater questionamentos sobre um suposto conflito de interesses envolvendo a compra da SAF do Vasco por seu enteado, o empresário Marcos Lamacchia, filho do conselheiro José Roberto Lamacchia.
Cobrança por tratamento igualitário
O pedido de Moncau ocorreu logo após a votação que determinou a suspensão por nove meses do conselheiro José Corona Neto. O opositor foi penalizado pelo plenário por 121 votos a 42, além de 33 abstenções, em decorrência de um atrito verbal com Leila em dezembro de 2025, no qual ele criticou os investimentos no futebol e a gestão do clube.
Ao utilizar a palavra na tribuna, o integrante do Ocupa Palestra defendeu que o estatuto palmeirense seja aplicado de maneira uniforme a todos os associados. Ele argumentou que as manifestações da mandatária também extrapolaram os limites aceitáveis e atingiram os membros que assinaram questionamentos formais.
"Talvez, para estabelecer um pouco de igualdade na maneira como as coisas estão sendo conduzidas aqui, a gente deveria abrir outra sindicância contra quem, no caso, a presidente Leila Pereira, proferiu ofensas contra outras pessoas", declarou Moncau aos presentes.
Próximos passos nos bastidores
Presente na reunião, Leila Pereira permaneceu em silêncio e não rebateu o pedido do conselheiro. Anteriormente, ao defender seu compromisso com o Alviverde no encontro com aliados, a presidente havia reforçado sua postura: "Até dezembro de 2027, minha dedicação e a do meu marido são integrais ao Palmeiras".
Para que o processo disciplinar avance internamente, a solicitação precisa ser formalizada de acordo com as normas institucionais. O procedimento padrão exige a conclusão da transcrição da ata da reunião para que o presidente do Conselho Deliberativo, Alcyr Ramos, avalie se dará prosseguimento à abertura da sindicância.
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Com informações de Nosso Palestra, Terra.



