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Palmeiras passa por renovação profunda desde 2021 sem perder o foco competitivo

Com apenas dois remanescentes da conquista em Montevidéu, Alviverde aposta na estabilidade de Abel Ferreira e em novas lideranças para manter sequência vitoriosa.

Por Redação Diário Palmeirense (Redação) · · 2 min de leitura
Palmeiras passa por renovação profunda desde 2021 sem perder o foco competitivo
Foto: Marcello Zambrana/AGIF

A manutenção da competitividade em alto nível ao longo dos anos exige capacidade de adaptação constante nos bastidores. Quase cinco temporadas depois da conquista do tricampeonato da Libertadores em Montevidéu diante do Flamengo, o Palmeiras apresenta um elenco profundamente modificado, mas que segue buscando o protagonismo nas principais competições do continente.

Da formação titular e das peças mais utilizadas naquela decisão de 2021, apenas o zagueiro Gustavo Gómez e o lateral-esquerdo Piquerez continuam no elenco atual. Nomes marcantes como Danilo, Zé Rafael, Dudu e Gustavo Scarpa se despediram da Academia de Futebol, enquanto Raphael Veiga passou a defender o América do México por empréstimo.

Continuidade com Abel e novos protagonistas

O grande alicerce dessa transformação segue no banco de reservas com Abel Ferreira. Em março de 2026, o comandante português atingiu a marca de 11 taças levantadas pelo Alviverde, isolando-se ainda mais como o técnico mais vitorioso da trajetória palestrina e garantindo uma linha de conduta firme durante as trocas de elenco.

A reestruturação em campo trouxe soluções diferentes para compor a equipe. No setor de marcação e articulação, Andreas Pereira assumiu papel importante na dinâmica tática, acompanhado por Marlon Freitas, atleta que já havia conquistado o torneio continental pelo Botafogo em 2024. Já no ataque, Flaco López consolidou seu espaço ao atingir a expressiva marca de 23 gols anotados na atual temporada.

O setor defensivo também ganhou outras caras para atuar ao lado do capitão paraguaio, contando com Murilo e Alexander Barboza na zaga, Giay desempenhando funções nas alas e Carlos Miguel fixado na meta após a era de Weverton. Essa mescla de referências consolidadas e contratações recentes permitiu ao clube renovar sua espinha dorsal sem abrir mão da competitividade esportiva.

A trajetória dessa transição também exigiu maturidade para absorver oscilações recentes, como a decisão perdida para o Flamengo em 2025 e os desafios superados no mata-mata de 2026. A resposta diante dos momentos adversos consolida uma mentalidade de trabalho que busca proteger o futuro do Verdão sem depender unicamente das lembranças do passado.

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