Palmeiras ultrapassa R$ 2,4 bilhões em vendas de atletas sob a gestão de Leila Pereira
Formação nas categorias de base lidera negociações milionárias do Verdão, que já cobriu 86% do orçamento previsto para transferências em 2026.

O modelo esportivo e financeiro do Palmeiras atingiu uma marca histórica recente nos bastidores. Desde o início de 2022, quando Leila Pereira assumiu a presidência, o clube alviverde faturou cerca de R$ 2,4 bilhões — o equivalente a 414,2 milhões de euros — com transferências de atletas do futebol masculino. Ao todo, foram 27 negociações diretas computadas ao longo desse período.
A formação interna exerceu papel central nessa engrenagem de receitas. Das 27 transações concretizadas, 18 envolveram Crias da Academia, o que corresponde a 66% do total. Além disso, as cinco maiores transferências da gestão foram de talentos formados em casa: Endrick, negociado com o Real Madrid por 72 milhões de euros, Estêvão, Allan, Vitor Reis e Luis Guilherme.
Equilíbrio nas contas e meta orçamentária
Somente no decorrer de 2026, o Verdão já garantiu cerca de R$ 344 milhões em operações, aproximando-se da meta estipulada em seu orçamento anual de R$ 399,6 milhões. Além da transferência de Allan para o futebol inglês, pesaram nas contas as vendas do goleiro Kaique ao Sporting, de Facundo Torres ao Austin FC e do zagueiro Naves ao Necaxa, do México.
Outro mecanismo importante adotado pela diretoria tem sido a preservação de percentuais sobre jogadores negociados. Um exemplo claro foi o repasse de Jhon Jhon ao Zenit pelo Red Bull Bragantino, que gerou aproximadamente R$ 20 milhões aos cofres alviverdes. Adicionalmente, empréstimos remunerados e fatias mantidas de outros seis atletas, como Luighi e Gabriel Silva, agregaram cerca de R$ 15 milhões.
Lucro expressivo com contratações pontuais
Apesar do amplo predomínio das categorias de base, o Palmeiras também obteve êxito na revenda de peças trazidas para o time principal. O caso de maior impacto foi o de Richard Ríos, contratado junto ao Guarani por R$ 6 milhões e posteriormente transferido ao Benfica por 30 milhões de euros, rendendo uma valorização substancial sobre o aporte inicial.
Essa política de formação, aproveitamento esportivo e saída no auge mercadológico assegura estabilidade para investimentos contínuos. A integração técnica da Academia de Futebol mantém a competitividade da equipe de Abel Ferreira e assegura a sustentabilidade orçamentária do Verdão no longo prazo.
Com informações de Goal.com, ge, Rádio Itatiaia.



