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Vaga na final da Libertadores expõe força mental e deixa lições táticas ao Palmeiras

Classificação dramática nos pênaltis contra o Fluminense consagrou Carlos Miguel, mas postura defensiva de Abel Ferreira acende alerta para a decisão em Montevidéu.

Por Redação Diário Palmeirense (Redação) · · 2 min de leitura
Vaga na final da Libertadores expõe força mental e deixa lições táticas ao Palmeiras
Foto: Ettore Chiereguini/AGIF/Folhapress

A classificação dramática para a decisão da Libertadores diante do Fluminense assegurou ao Palmeiras a oitava final continental de sua história e a quarta sob a liderança de Abel Ferreira. A vaga obtida nas cobranças de pênaltis no Nubank Parque, porém, veio acompanhada de sinais de alerta importantes. Apesar da celebração pelo objetivo alcançado, a postura excessivamente cautelosa da equipe dentro de casa gerou debates sobre a forma de administrar vantagens em confrontos eliminatórios.

Ao longo do duelo de volta, o Alviverde demonstrou dificuldades para agredir as linhas defensivas tricolores e abdicou de tomar as rédeas ofensivas da partida. Mesmo em vantagem após o triunfo por 2 a 1 no Maracanã, o time finalizou apenas uma única vez na direção do gol adversário, já por volta dos 41 minutos da etapa complementar. A decisão de Abel em retirar Flaco López, somada à ausência de Vitor Roque, reduziu sensivelmente a presença ofensiva palmeirense antes de Hércules marcar aos 37 minutos e igualar a semifinal.

Força mental e segurança na marca da cal

Por outro lado, o Verdão voltou a exibir um equilíbrio psicológico admirável nos momentos de extrema turbulência. Da mesma forma como ocorreu diante da LDU no Equador durante as quartas de final, os atletas mantiveram a frieza logo após o baque no tempo normal. Nas penalidades, Maurício, Ramón Sosa, Gustavo Gómez, Joaquín Piquerez e Marlon Freitas executaram suas batidas com categoria para confirmar a vaga.

Debaixo das traves, Carlos Miguel reafirmou seu papel protagonista como muralha alviverde ao intervir na cobrança de Nonato, o único arremate desperdiçado de toda a série. A presença imponente do goleiro e a precisão cirúrgica dos batedores garantiram a festa no estádio, afastando um revés que parecia desenhado pela passividade demonstrada com a bola rolando. Essa capacidade de suportar cenários de altíssima tensão consolidou o elenco como um grupo extremamente resiliente.

Ajustes para buscar o tetracampeonato

Com o resultado, Abel Ferreira igualou Luiz Felipe Scolari como o técnico por clubes brasileiros com mais finais de Libertadores na carreira. Para levantar o troféu em Montevidéu e evitar roteiros semelhantes ao revés de 2025, o time precisará aliar essa conhecida força mental a um plano mais ambicioso com a bola nos pés. Nosso Verdão conta com peças qualificadas como Andreas Pereira e Jhon Arias para controlar o ritmo dos jogos propondo o ataque, sem depender unicamente de suportar a pressão e decidir nos pênaltis.

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