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Abel Ferreira critica redução de estrangeiros da CBF e pede incentivo à base

Treinador alviverde divergiu da posição institucional do clube e defendeu medidas práticas para acelerar o aproveitamento de jovens no futebol nacional.

Por Redação Diário Palmeirense (Redação) · · 2 min de leitura
Abel Ferreira critica redução de estrangeiros da CBF e pede incentivo à base
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Gávea News

O técnico Abel Ferreira manifestou publicamente sua discordância em relação à nova diretriz da CBF que prevê a redução progressiva do limite de estrangeiros no Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao programa SportsCenter, da ESPN Brasil, o comandante palmeirense ressaltou que barrar atletas de outros países não representa o melhor caminho para fortalecer a formação de talentos no país.

Para o treinador, a entidade máxima do futebol nacional deveria adotar exigências práticas que incentivem os clubes a colocarem as promessas em campo. "Mais do que proibir estrangeiros, que não gosto dessa lei, é obrigar a ter jogadores jovens no time. O ideal não é proibir estrangeiro, mas sim usar uma medida positiva para os jovens", pontuou Abel.

Divergência interna e novas normas

O posicionamento de Abel Ferreira diverge do voto formal do Palmeiras, que aprovou a alteração junto com a maioria das agremiações em setembro. Na época da votação, o Alviverde possuía oito estrangeiros em seu grupo principal e já monitorava possíveis processos de cidadania brasileira para facilitar a transição do elenco no futuro.

O projeto da CBF estipula que o teto de atletas internacionais caia de nove para oito em 2027, reduzindo um por temporada até fixar o limite em cinco em 2030. Paralelamente, os clubes serão obrigados a reservar 20 das 50 vagas de inscrição para jovens sub-23 a partir de 2027, índice que chegará a 25 até o final da década, embora o regulamento não exija que eles atuem nas partidas.

Diagnóstico dos elencos nacionais

A mudança regulatória teve como base dados colhidos pela confederação, que constataram o envelhecimento da Série A: a média de idade do torneio passou de 27,3 anos em 2021 para 28,5 em 2026. Ao mesmo tempo, os minutos concedidos a jogadores brasileiros sub-23 caíram drasticamente de 28,3% em 2020 para somente 11,5% em 2026, cenário bem distante dos padrões europeus.

Embora os atletas de até 20 anos tenham gerado metade de toda a receita de transferências internacionais dos clubes entre 2016 e 2025, o espaço competitivo deles segue diminuindo. Diante das mudanças impostas para os próximos anos, o Verdão terá de alinhar o planejamento esportivo de seu grupo principal para preservar a competitividade sem abrir mão de revelar seus jovens.

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